Basta um Simples Cajado

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Contraditório em uma época em todos buscam grandes recurso, grandes métodos, grandes homens! Gostaria muito que esse fosse um tema inteiramente dispensável de discussão, gostaria que ao escrever a colegas e companheiros de ministério de cajado, pudéssemos focar outras matérias e quem sabe até aproveitar da oportunidade para trocarmos boas experiências e somente nos alegrarmos dos inúmeros benefícios desfrutados e ofertados fruto de nossa ação ministerial. Creio que Paulo, Pedro, Tiago e até João, o apostolo do amor, desejasse isso também, todavia, tiveram que se ocupar da pena, da tinta e dos papiros, para prevenirem, repararem e advertirem seus contemporâneos da mesma forma que nós vinte séculos depois!

Há hoje, como houve no passado e como sempre haverá até a volta do Senhor para nos arrebatar, homens e mulheres de Deus, zelosos, tementes, verdadeiros crentes, com verdadeiros chamados e vocações para o Santo Ministério da Palavra de Deus, que buscaram balizar seus ministérios nas verdadeiras motivações, mantendo-se, apesar das adversidades enfrentadas, comuns a cada época, fieis, sinceros e íntegros em seus corações, em suas predicas, em suas ações e em suas expectativas. Pessoas que não esmoreceram, que não cederam, que não recuaram, que não migraram, que não negociaram, que não perderam a visão, que não perderam a Fé, que não perderam a Verdade.

Como foi alvo da preocupação dos profetas e escritores do VT, como foi preocupação das homilias de Jesus e dos escritos apostólicos neotestamentários, assim como, tem sido em todo decorrer da jornada cristã, é, e deve ser, também, alvo de nossa atenção e preocupações, levando-nos a uma continua e rigorosa avaliação. Oro para que não nos furtemos dela!

Hoje com o avanço das mídias quer sejam as televisivas, escritas, radiofônicas e principalmente a da net, a grama do vizinho parecido cada vez mais verde e  estado cada vez mais próxima, tentadora e acessível a nossos ministros e igrejas. A uma pressão avassaladora e terrível, implacável até, mercadológica eu diria. Uma corrida para o sucesso, um sucesso cada vez mais degenerado, equivocado, distorcido e mundanizado, mas que tem conseguido ceifar muitos, alguns até bem intencionados, outros nem tanto! O que é de Deus e o que não é? O que é que Deus disse e o que é que Ele não disse? O que é obra de Deus e o que não é? Até onde é licito ir e qual é a linha que não deve ser ultrapassada?

No Livro de Êxodo, vemos a história do cativeiro egípcio, onde os hebreus, descendentes de Jacó e José, ficaram cativos durante 430 anos, a primeira parte desse período a título de hospedeiros e na segunda e ultima parte desse período subjugados por Faraó, rei e divindade do Egito. Nesse contexto nasce Moisés, de cujo a história, conhecemos bem. Moisés no final de seu segundo ciclo de vida e inicio de seu terceiro ciclo, quando Deus se revela a ele no monte Horebe, e lhe comissiona para ser o agente libertador dos hebreus do cativeiro egípcio, uma coisa deve nos chamar a atenção e gerar um sério aprendizado para todos nós. Deus não  lhe dá grandes ferramentas e poderosos recursos, Deus lhe dá apenas a Sua Palavra, representada ali por simples cajado de madeira. Era tudo que Moisés precisava! Moisés iria lutar contra forças opositoras imensuráveis, uma potencia mundial, o homem mais poderoso do mundo de sua época, contra forças militares, contra todo um potencial bélico, contra forças demoníacas terríveis. Não bastando as forças inimigas, ele ainda teria o chamado “Fogo Amigo”, que viria a se manifestar mediante a incredulidade, traição, preconceitos, maledicências, ingratidão, acusações de seu próprio povo, aquém ele estaria libertando e ajudando! Após vencer o Egito, suportando o “Fogo Amigo”,   retirando seu povo de lá, ele ainda teria que conduzi-los por 40 anos pelos lugares mais difíceis enfrentando as maiores adversidades inimagináveis ao longo de um deserto assolador.

Caso não conhecêssemos essa história, certamente imaginaríamos que Deus tivera dado a Moisés armas, exércitos, miríades de anjos de guerra, equipamentos sofisticados e etc. Todavia, não foi assim! Deus envia seu servo, sozinho, tendo como companheiro apenas com seu irmão Arão, ninguém além de um simples escravo para auxiliá-lo. Deus usaria um homem quebrantado pela aridez de 40 anos de deserto, trajando vestes simples, sem armas, sem exércitos, sem anéis, sem títulos, tento por companheiro um escravo e nas mãos não um cetro, mas um simples cajado. Foi o suficiente para que a maior sucessão de eventos de toda narrativa bíblica, salvo a obra de Cristo, fosse a efeito.

Nada mudou, ainda há um povo, alvo do amor de Deus, que se encontra cativo nas mãos do senhor desse mundo, um povo cativo, que apesar de sua condição não se dá conta de sua realidade e pode ainda tornar muito sacrificante a vida daquele que tenta resgatá-lo. Deus continua levantando pessoas provadas e quebrantadas por ele, para se disporem como agentes dele, com vistas a libertar esse povo, enfrentado poderes terríveis, conduzi-los através de todo um árido deserto e para tanto contando apenas um pessoas simples a seu lado, passiveis de serem confundidas muitas vezes e tendo  e suas mãos um simples cajado de madeira.

Esse cajado nos fala, de nossa simplicidade e limitações; ele nos fala de nossa total dependência dAquele que nos comissionou; ele nos fala de um Deus que não depende de grandes recursos para realizar seus grandes feitos em nossas vidas e em nossos ministérios; ele nos fala de um Deus que usa coisas simples para confundir as grandes; ele nos fala que nossa dependência não deve estar nas coisas e sim em Deus; ele nos faz entender que a única coisa que temos de fato é Palavra de fidelidade desse Deus tremendo que um dia se revelou a nós e mudou definitivamente todo o curso de nossas vidas.

Caro pastor, um dia Deus se revelou a você, o comissionou e lhe deu um cajado, naquele momento aquele cajado era tudo que você possui em sua mãos, quero te dizer que ele continua sendo, ele é o único instrumento legitimo de sua autoridade ministerial, ele tudo que você precisa no Senhor para realizar os grandes feitos do Senhor na condução de seu ministério, um Deus que resolveu usar um cajado ao invés de espadas para militar e resgatar seu povo. Deus nos abençoe, nos use e cumpra Seu propósito em nós!

 

Pr Jackson Jean Silva O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Presidente Nacional da UMBI