Princí­pios para o Sucesso Ministerial

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     Certo pastor fez a seguinte pergunta: “como posso fazer a igreja crescer?” Este é um desejo sincero e o sonho de muitos pregadores. A igreja não é uma organização. É um organismo vivo. Há vida dentro dela. E é natural que um organismo vivo se reproduza. Jesus Cristo instituiu a Sua Igreja e concedeu a alguns homens especialmente vocacionados, a atarefa de...

Pr. José Aldoir Taborda
Introdução

     Certo pastor fez a seguinte pergunta: “como posso fazer a igreja crescer?” Este é um desejo sincero e o sonho de muitos pregadores. A igreja não é uma organização. É um organismo vivo. Há vida dentro dela. E é natural que um organismo vivo se reproduza. Jesus Cristo instituiu a Sua Igreja

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e concedeu a alguns homens especialmente vocacionados, a tarefa de conduzí-la como um farol entre os gentios. Entre as várias figuras bíblicas que ilustram o crescimento da Igreja, vamos tirar algumas lições da “pesca milagrosa”, que podem tornar-se princípios para o sucesso ministerial. Devemos considerar que talvez o mais importante do que fazer uma igreja crescer, seja fazê-la crescer de maneira saudável. Para que possamos cumprir cabalmente ministério de edificar uma igreja saudável existem alguns princípios fundamentais que devem ser seguidos. Antes, porém, de apresentarmos estes princípios, convém definir o que entendemos por uma igreja saudável. Igreja saudável é aquela onde os seus membros desfrutam comunhão uns com os outros, desenvolvem uma vida regular de oração, são comprometidos com os dízimos, têm bom testemunho na comunidade e estão preparados para a evangelização.   
     Este texto, apesar de que o mesmo aparenta tratar apenas do milagre da multiplicação dos pães, podemos encontrar quatro princípios fundamentais para uma liderança que busca o crescimento da igreja:

 

1º. Princípio: Trabalhar com Denodo (v.4,5)

     A expressão dos apóstolos é significativa: “trabalhamos arduamente”. Trabalho árduo não é garantia de resultados visíveis. Mas é certo que sem dedicação e esforço nada se pode conseguir no reino de Deus. Por outro lado, a expressão “nada apanhamos” pode dar uma falsa impressão de desânimo. É muito comum que a falta de resultados produza desânimo, sepulte perspectivas, induza à inatividade, porém, pessoalmente não consigo imaginar um pescador sem esperança, sem um renovar de forças, sem um retorno no dia seguinte às mesmas atividades em busca de seus objetivos. Um líder cristão também não pode desistir de sua missão e entregar-se ao desânimo. Devemos lembrar que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã, como diz o salmista. Quer vencer? Quer ver tua obra crescer? Trabalhe! Trabalhe! Trabalhe! Não seja um pastor que ostente um 3 D negativo. O que é um pastor 3 D negativo? Ele é desanimado, desorientado, desocupado.... Seja um 3 D positivo: Denodado (esforçado), Diligente (dedicado) e Dinâmico (criativo e inspirativo).

 

2º. Princípio: Trabalhar sob a Direção de Deus (v.5)

     Os pescadores eram especialistas no seu trabalho. Com certeza conheciam tudo do mar, do barco, das redes e dos lugares onde haveria mais possibilidades de alcançarem seus objetivos. Apesar disso, nada apanharam... Todo o conhecimento estratégico e a experiência profissional não foram suficientes para produzir resultado. O texto neste ponto também é significativo. Jesus no barco muda todas as perspectivas se Ele encontra pessoas dispostas a seguirem Suas orientações. Muitas vezes, o líder cristão, apoiado na sua experiência e conhecimento passa pela tentação de sentir-se não apenas autoconfiante, mas auto-suficiente. E, quando o resultado não vem, pensa que não tem mais solução. “Já tentei de tudo” me disse um pastor, e “se eu não consegui, ninguém consegue, porque aqui precisa muitos recursos e experiência”. Convém contudo prestar atenção ao “fator surpresa”. A presença de Jesus no barco de sua vida, querendo que você tenha sucesso. Além do marketing está um Deus amoroso e cheio de poder, capaz de mudar os rumos de sua vida e a estratégia de seu trabalho. Quando se esgotam nossas forças, começam as forças de Deus, quando nossa capacidade é insuficiente, a capacitação do Espírito Santo é fundamental, quando o desânimo toma conta, o Senhor, através de uma ação milagrosa pode modificar o choro em riso, o fracasso em sucesso, e colocar assim o riso e a satisfação no rosto cansado.

 

3º. Princípio: Preparar-se para os Resultados (v.6,7)

     Existem pelo menos dois problemas “hermenêuticos” que afetam alguns líderes: supor que planejamento é sinônimo de incredulidade e carnalidade e que preparo teológico ou técnico é sinônimo de falta espiritualidade ou  dependência de Deus. Todos sabemos que tanto o apóstolo Pedro (iletrado) quanto o apóstolo Paulo (mestre judeu) foram homens tremendamente usados por Deus para pregar e realizar milagres, inclusive de ressurreição de pessoas. Custo a crer que o poder de Pedro estava centrado na sua ignorância ou que o poder de Paulo repousava na sua instrução. Não! Antes, ambos foram tremendamente movidos pelo poder de Deus. O que precisamos crer é que trabalhamos numa equipe com o Espírito Santo, buscando seu poder e direção e usando todos os dons e talentos que o Senhor nos tem dado, além da inteligência para gerar infra-estrutura. Nenhum exército avança contra o inimigo sem conhecer o poder do inimigo e o seu próprio poder, disse Jesus.
    Vivemos um problema singular no ministério pastoral: a incredulidade dos líderes quanto às possibilidades de resultado de seu trabalho. Muitos trabalham por trabalhar... Eles sabem que é Deus que faz a obra, mas não acreditam que Ele a fará usando suas vidas. E então, de repente, uma grande colheita se aproxima, e eles não estão preparados. Ficaram surpresos. Ouço muitos obreiros orando para Deus fazer Sua obra crescer, mas parece que não acreditam que Ele o fará, pois não existe nem uma preparação para quando o crescimento chegar. 

  Então, o que devemos fazer? Que lição o texto nos apresenta sobre a experiência dos discípulos?

     Em primeiro lugar, criar uma infra-estrutura para o inesperado (v.6). Apesar de estarem agindo em obediência a Jesus, seguindo sua orientação numa atitude de dependência, os pescadores não estavam suficientemente preparados para o resultado que lhes esperava: “Apanharam grande quantidade de peixes e as redes rompiam-se”. Todo líder deve trabalhar com a perspectiva do crescimento. O que fará você se houver uma chegada inesperada de novos membros? Onde abrigá-los? Como instruí-los, discipulá-los, pastoreá-los? Existem coisas que dependem exclusivamente de Deus, mas outras dependem de nós, de nosso planejamento, de nossa criatividade, de nossa provisão. Deus pode dar-te comida, mas você terá de prepara-la antes de ingeri-la.
     Em segundo lugar o líder deve cercar-se de companheiros para ajudá-lo (v.7). O despreparo dos pescadores foi duplo: não tinham capacidade técnica para armazenar os peixes e nem gente suficiente para ajudá-los a tirar os mesmos da água. “Fizeram sinais para companheiros do outro barco”. Aqui está um dos grandes impedimentos ao crescimento da igreja. Quais os peixes você acha que o pessoal do outro barco levou? Você acha que eles levaram os menores peixes? Quando alguma coisa aparece “de barbada” o negócio é aproveitar ao máximo. Eu não acho vantagem você crescer buscando peixes do outro barco, e também não acho que o importante é que os peixes pescados estejam dentro de um barco qualquer, e perder “pessoas” só por falta de companheiros para ajudá-lo. Não podemos conformar-nos com o fato de que outros usufruem os frutos de nosso esforço. Pastor, prepare líderes. Invista tempo e recursos na formação de seus companheiros. Em Atos 6 vemos Pedro orientando a congregação: “separem homens de bom testemunho, cheios de fé e do Espírito Santo para nos auxiliar neste trabalho, enquanto nós nos dedicaremos à oração e pregação da Palavra”. Paulo disse em Timóteo: “o que de minha parte ouviste, transmite a homens féis e idôneos para ensinar a outros”.

 

4º. Princípio: Sentir Temor de Deus (v.8)

     Quando observar o resultado maravilhoso de seu trabalho na dependência de Deus, saiba prostrar-se em reconhecimento e adoração... muitos líderes modernos supervalorizam sua atuação e se fazem deuses no ministério, considerando-se intocáveis. Agem por política, por amor ao dinheiro e esquecem o amor pelo rebanho sobre o qual o Espírito Santo os constituiu mestres, para conduzirem o rebanho de Deus. Pedro prostrou-se aos pés de Jesus reconhecendo sua indignidade, ainda que percebendo as grandes maravilhas operadas por Jesus. Os resultados que logramos alcançar são fruto da operação divina e devemos aprender a dar graças a Deus por tudo. Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor, disse Paulo.

 

Conclusão:  

    Não se faz uma igreja crescer: Se deixa crescer! Muitas vezes o impedimento para o crescimento da igreja é o próprio líder. As pessoas se desenvolvem observando seus líderes. Tenho ouvido alguns líderes dizerem sobre sua igreja: o mais importante não é o número, é a qualidade... Porém, convém lembrarmos que qualidade pressupõe crescimento, saúde. Uma árvore saudável produz frutos bons, mas aquela que não produz fruto deve ser podada, tratada, adubada, para que dê frutos, ou então cortada e lançada ao forno para queimar... Desperte o líder que há em você, crie expectativas, elabore projetos, busque o desenvolvimento, concentre-se em Deus e permita que Ele interfira seguidamente em seus projetos e mude teus planos. É estranho dizer que uma igreja tem qualidade se os membros não evangelizam e não ganham almas para Jesus. Não esqueça! Numa Igreja saudável, que tem qualidade, seus membros desenvolvem vida de oração, evangelizam, ajudam uns aos outros, são comprometidos com o reino de Deus. Aplique estes princípios em sua vida e veja como Deus mudará os rumos de seu trabalho na igreja local.