Retiro da UMBI, Palavra do Presidente

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Caros irmãos e colegas de ministério. É com um misto de sentimentos que chego a esse momento, final desse segundo mandato, completando quatro anos à frente de nossa importante, amada e vital instituição de nossa denominação chamada UMBI. Sinceramente, eu não fazia idéia do desafio que seria essa tarefa a mim confiada por Deus e conferida pelos colegas.

Não fazia idéia dos desafios que teríamos pela frente em várias áreas, sejam de cunho administrativo, como cultural, legal, educacional, relacional, operacional e normativo. Lendo essas palavras aqui impressas, nem sempre conseguimos ter uma idéia real do que, de fato, elas significam na prática diária na conquista do bom andamento e realização das várias tarefas.

Posso dizer que tenho aprendido muito nesses anos; aprendido sobre pessoas, sobre desafios, sobre passado, presente e futuro, esse último com muita preocupação e esperança. Todavia, tenho aprendido muito sobre a minha pessoa. Pude ver muitos atributos em mim que antes até não os conhecia tão bem ou até de maneira nenhuma. Pude me alegrar muito com uma série de situações e conquistas, mas, também, pude me deparar com minhas limitações e impossibilidades que em diversos momentos me deram a sensação de fraqueza, quase me convencendo de fracassos. Em tudo isso tive dores terríveis, de querer e nem sempre poder, de não poder me multiplicar, de ser apenas um, de não ter todas as respostas e não ter todas as soluções de maneira instantânea. Como quis tê-las! Senti o que é ser presidente da UMBI, pastor de uma Igreja, interino de outra, ter atividades particulares, ser esposo e ser pai. O drama sobre ao que dar atenção naquele determinado momento em detrimento das outras questões. Que drama!

No exercício dessa função aprendemos a dor da insatisfação de um colega diante de uma negativa ou recusa nossa em atender a solicitações muitas vezes lícitas, morais, todavia, nem sempre legais, normativas e possíveis. Aprendemos a dor do juízo, da interpretação e da condenação, muitas duras e implacáveis. Aprendi que coisas que, para mim, no exercício da função, são tão difíceis, para outros parecem sempre tão simples! Sorri, alegrei, entristeci e chorei, porém, não pequei. Glória a Deus! Engraçado em tudo isso é que todas essas coisas apenas contribuíram para que eu amasse e respeitasse ainda mais essa Missão tão nobre e séria.

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de fazer aquelas obras que agradam aos olhos, “os grandes viadutos, grandes estradas e metrôs”. Ao invés delas, tivemos que fazer aquelas não menos importantes, porém, necessárias para que essas outras pudessem ser feitas como “galerias pluviais, galerias dos esgotos, as redes de água tratada, a compactação do solo e etc.”, não tão aparentes e políticas como as outras, contudo, fundamentais. Não me entristeço com o que não sou, ao contrário, me alegro com o que Deus me fez, um pastor.

É interessante como a Palavra de Deus se aplica em nós, como os desafios de nosso ministério se agigantam diante de nós. São verdadeiros Golias e nós aprendemos o que é ser e como se sentir um Davi diante deles. Que bom que não é a nossa força ou habilidades, mas a nossa Fé e o nosso Deus em nós que nos faz vencer.

Chego aqui não satisfeito. Parece que nunca estamos! Porém, com o sentimento de estar no caminho certo. Dos sentimentos e experiências citados, não me sinto triste nem abatido, apenas alguém que entende um pouco mais sobre o que dizia o escritor de Hebreus no capítulo 11, verso 34 “apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros.” Como essa frase tem tido significado em minha vida!

Chego aqui mais amadurecido, mais experimentado e creio que conhecendo um pouco mais “a fundo” nossa denominação, nossos trâmites, nossos corredores, nossos cômodos, nossos acertos, nossos desacertos e naquilo que entendo, percebendo o caminho à nossa frente.

A UMBI não é uma casa que lida com grandes recursos financeiros; sobrevive da anuidade, que não é muito, e ainda assim daqueles que tem sido fiéis. Sobrevive, sobretudo, da Graça de Deus, dAquele que a instituiu!

A UMBI não lida diretamente com o envio, manutenção e relatórios missionários, tarefa nobre e que enche os olhos e ouvidos de nossas igrejas e nossos pastores. Para isso, temos a casa certa e que sabe fazê-lo e o faz com todo amor, paixão e competência.

A UMBI lida com o zelo doutrinário e ministerial de nossa denominação. A UMBI normatiza, fiscaliza, aceita o certo e recusa o errado.

Há ainda uma série de funções, atividades e programas que cabe à UMBI realizar em benefício de tudo que já falamos e de outros que não falamos, para o bem de nossos membros. Eventos, reciclagem, se mostrar mais atenta e presente com os pastores e igrejas também, isso através e, principalmente, das suas secções regionais, não excluindo a nacional.

No mais, fica minha profunda gratidão ao nosso Deus que confiou a mim essa missão e me capacitou; à minha esposa Rosana, que abdicou de tempo, de atenção e muitas vezes teve que assumir sozinha responsabilidades que também eram minhas; ao meu filho Victor, que ainda recém-nascido, compartilhou o pai com as atividades da UMBI; à 1ª Igreja Batista Independente de Aparecida de Goiânia-Go; aos membros de nossa diretoria e conselho fiscal; às secções, que se dispuseram a somar conosco; aos colegas e amigos que tantas vezes puderam me ajudar, apoiar e incentivar; ao Pr. Eduardo Botolossi, presidente da CIBIESP, pelo interesse e apoio, se dispondo a nos ajudar na realização desse evento; àqueles, que de forma sincera e com verdadeiro desejo de ajudar, contribuíram com suas críticas construtivas. A todos, minha sincera gratidão!

 

Serra Negra - SP, 19 de maio de 2009.

 

 

Pr. Jackson Jean Silva.

Presidente