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Nossa chegada no Brasil PDF Imprimir E-mail
Escrito por Elton Melo   
Qua, 29 de Abril de 2009 22:51

ImageOs Batistas Independentes são originários da Missão de Örebro-Suécia. A Missão de Örebro foi fundada por John Ongman (que viveu de 1845 à 1931) em 1892, com a finalidade de despertar um maior interesse por missões transculturais. Esta missão, que por sua vez era de origem Batista, aceitava o movimento pentecostal e também dava abertura para o ministério feminino.

Hoje a Missão de Örebro é uma organização que congrega cerca de 22.000 membros em 250 igrejas e sustenta aproximadamente 200 missionários em mais de 48 países espalhados pela Ásia, África, Mundo Muçulmano, Europa e América do Sul, além da cooperação em projetos de outras organizações missionárias.

 

A primeira tentativa missionária da recém organizada Missão de Örebro foi para a América do Sul.

 

Em 1894 enviaram seu primeiro missionário para o Brasil, Adolf Larsson, o qual morreu logo após sua chegada, vítima da febre amarela, na cidade do Rio de Janeiro. Passaram-se 18 anos e então, uma carta chegada de uma colônia sueca na Vila Guarani, interior do Rio Grande do Sul, move o coração de John Ongman, presidente da Missão, sendo então enviado o missionário Erik Jansson, o qual desembarcar com sua esposa em Porto Alegre em 15 de junho de 1912. Em 1919 é fundada a Convenção Evangélica Batista Sul-Rio-Grandense. Durante 40 anos o trabalho desenvolveu-se lentamente devido às dificuldades dos missionários estrangeiros com a nossa língua, sendo que o trabalho ficou restrito ao Rio Grande do Sul, sendo que, durante este período, apenas em 1938 a presidência da Convenção e também a secretaria foram exercidas por brasileiros: Astrogildo Pacheco e Francisco da Silva. Em 1952, na cidade de Ijuí-RS, é fundada, com cerca de 3.000 membros a Convenção das Igrejas Evangélicas Batistas Independentes do Brasil, com o objetivo de expandir a obra missionária no Brasil, tendo em vista que já haviam trabalhos missionários em São Paulo, Sorocaba e Jundiaí, liderados pelos missionários: Alfredo Winderlich, John Waldemar Sjoberg, Olavo Berg e também da missionária Ester Danielsson. O primeiro presidente da Convenção foi o pastor Pedro Falcão. Nesta ocasião é enviado pela recém organizada convenção, o primeiro casal de missionários, Alcides e Annie Orrigo, para a cidade de Santa Rosa. Em 1966, também na cidade de Ijuí, a Convenção teve seu nome alterado para: CONVENÇÃO DAS IGREJAS BATISTAS INDEPENDENTES, que permanece até hoje. (Fonte: "E Deus Fez Crescer")

 

Propósitos da Cibi na sua Organização

 

 

A CIBI, na época CIEBIB, foi organizada com a finalidade de promover a união das igrejas para o trabalho de evangelização pátria, missões, educação e obras de beneficência social. Para alcançar estes objetivos foram criados departamentos de: Jovens, Senhoras, Escolas Dominicais, Imprensa, Homens, Educação Religiosa.

 

 

Desenvolvimento

 

 

  1. No ano de sua organização (1952) a Cibi tinha trabalhos no Rio Grande do Sul, algumas congregações no litoral catarinense e início em São Paulo, Jundiaí e Sorocaba. À partir daí o trabalho passou a expandir-se para outras cidades paulistas, oeste de Santa Catarina e Curitiba. Criou-se também o Instituto Bíblico Batista Independente para a preparação de obreiros, sendo esta uma iniciativa do missionário Nils Angelin, o qual, sentindo-se "pequeno" para o grande desafio da evangelização do Brasil, compreendeu que, a única forma da tarefa ser cumprida era ter obreiros nacionais para a realização do trabalho.
  2. Até 1975 o trabalho alcançou muitos outros Estados do Brasil, estabelecendo-se campos missionários em Goiás, Bahia, Paraíba, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso.
  3. Em 1976 a CIBI iniciou o trabalho missionário no Paraguay, com um projeto que visava atender os colonos brasileiros que haviam emigrado para aquele país. Este foi o primeiro campo no Exterior.(Hist. Missões-Bertil, pg.72).
  4. Na década de 80 o trabalho consolidou-se em vários Estados no País, ocorrendo um despertamento maior para missões transculturais, sendo enviado missionários para o Peru (Pr. Clerisnan do Costa e família); Portugal (Getulio Costa da Silveira e família) e Angola (Pr. José Aldoir Taborda e família), este último num acordo de cooperação entre CIBI e a Primeira Igreja Batista do Huambo, para a implantação de um Seminário Teológico naquele País. Em 1988, ao cabo de dois anos, ao término do contrato de cooperação, o casal retornou ao Brasil deixando o Seminário funcionando com 20 alunos no curso básico de teologia e 8 no curso de Bacharel. O Seminário foi passado para a Associação das Igrejas Batistas do Huambo e após para a Convenção Batista Angolana. Neste período também o trabalho no Paraguay recebe um novo impulso com o envio de novos missionários, realização de escolas bíblicas e abertura de trabalho missionário entre paraguaios na cidade de San Lorenzo-Assuncion. Nem tudo foi vitória na década de 80. A Convenção sofreu um grande revés com a divisão promovida por um grupo de pastores de linha mais conservadora na questão de usos e costumes, organizando-se a denominação chamada UCBI (União Conservadora Batista Independente), desestabilizando dessa forma as finanças da CIBI, bem como afetando a estatística numérica da denominação com a saída de aproximadamente 5.000 membros, liderados pelo Pr. Anarolino da Luz Leão. Igrejas importantes como a Batista Salém de Ijuí, berço do trabalho denominacional, e Betel de São Leopoldo, ficaram nas mãos do grupo revoltoso.

 

  1. Nesta última década do século XX a denominação tem progredido pouco numericamente, porém tem alargado sua visão missionária e está tentando fortalecer sua estrutura. Vão se consolidando os trabalhos regionais iniciados em 1989 quando a CIBI, na Assembléia Geral realizada em São Leopoldo aprovou o plano de descentralização, criando as convenções regionais. O trabalho missionário no Brasil ficou sob a responsabilidade das Convenções Regionais enquanto que as missões transculturais e informações missionárias bem como o apoio aos trabalhos no Brasil tem ficado à cargo do Secretário Executivo de Missões da Cibi. Isso tem originado maior progresso, melhores possibilidades de supervisão e aproximação das igrejas mantenedoras.

 

Fonte: http://www.ibivaires.org

 

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A Secretaria de Missões é um órgão da CIBI criado em 1980 com a finalidade de cumprir os propósitos  denomina-cionais de expandir o evangelho de Cristo por todo o Brasil e além das fronteiras nacionais, através do envio de homens e mulheres vocacionados, para pregarem o evangelho através da plantação de igrejas, criação de programas sociais de acordo com as necessidades de cada região ou país, bem como investir na formação de lideranças autóctones, por meio de cursos, seminários ou escolas de educação teológica.

 

A CIBI mantém através da Secretaria de Missões 12 missionários no exterior: Portugal (2); Peru (3); Japão (2); Espanha (2); Índia (1); Israel (2); Norte da África (1), sendo quatro projetos na chamada Janela 10 x 40, além de manter parceria com o Paraguai para projetos comuns. No Brasil a CIBI mantém apoio a 49 missionários, sendo que seis desses projetos são desenvolvidos entre indígenas.

Para a consecução de suas finalidades, a Secretaria de Missões obtém recursos financeiros através dos programas de adoção missionária; através de parcerias com as igrejas associadas ou outras organizações nacionais ou internacionais; através do PLANT (Plano de Adoção) que é um sistema de adoção particular e por igrejas; além das campanhas especiais realizadas a cada semestre nas igrejas (maio e setembro), onde todos os departamentos da igreja participam de forma ativa e criativa na captação de recursos para a obra missionária.

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