Secretário Executivo

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Pr. José Aldoir Taborda
Tel: (19) 9171 0665
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Fim de Campanha 

Terminou a campanha política. Os políticos trabalharam muito, “venderam” suas idéias, fizeram suas promessas, registraram seus compromissos no cartório. O que vai acontecer agora?  Terminou a campanha de missões ... Neste mês muitos deram suas ofertas, fizeram suas promessas e compromissos, registraram os seus “votos” no altar do Senhor. O que vai acontecer agora? Normalmente, após um grande esforço, vem um relaxamento... Afinal, o dever foi cumprido, isto é, o primeiro dever. O primeiro dever do político foi trabalhar com afinco para conseguir eleger-se. O primeiro dever do membro da igreja foi esforçar-se no mês de missões e trazer sua oferta. É certo que tudo foi feito com muito amor e sacrifício. Mas, e agora José... A Campanha Acabou!!! O que vai acontecer agora? Certamente você já percebeu que não pretendo tratar dos méritos da campanha, mas questionar nosso comportamento frente aos compromissos da vida. Existe um texto que não sai do meu pensamento, escrito pelo antropólogo Luiz Marins onde ele afirma peremptoriamente: “Sem Campanha o Brasil não anda. Vivemos de campanha em campanha e nenhuma rotina se estabelece”. Como tenho pensado nisso! Queria convidar você para uma breve reflexão sobre o tema. O que faremos agora que terminou a campanha de missões? Vamos começar outra campanha? Quem sabe uma campanha de oração por avivamento (ou isso deveria ser rotina)? Talvez uma campanha de oração para que Deus abençoe aqueles que estão dando sua vida na obra, que desceram ao fundo do poço (ou deveríamos fazer disso também uma rotina)?  Você já percebeu que trabalhamos com mais alegria, com mais dinamismo quando há campanha? Que só fazemos evangelismo quando há campanha de evangelismo? Que ajudamos aos necessitados apenas quando a igreja  promove uma campanha contra o frio ou contra a fome, por exemplo? A realidade é que, assim que termina uma campanha, já ficamos pré-dispostos para a próxima e não criamos ritos. A  pergunta é: não poderíamos fazer algo por costume? Esta “cultura de campanha”, bem brasileira, por sinal, está fazendo com que percamos de vista aquilo que é normal, necessário, aquilo que é dever de cada cristão. Creio que deveríamos mudar, evitando as mudanças cotidianas. Deveríamos fazer coisas por hábito, sem incentivo externo, sem a pseudo-criatividade da campanha. A obra de Deus merece compromisso, serviço denodado, responsabilidades. Jesus disse: o Filho do Homem veio para servir e dar a Sua vida para o resgate de muitos, e isso era rotina em sua vida. Assim que, finda a campanha de missões, devemos entrar em uma reflexão diferente, comprometida, ritual: SERVIR! O serviço é rotina. Não é campanha, é continuidade! Existe algo que você possa fazer para Deus, que não dependa de campanha? Sei que há:  Ser um trabalhador fiel ao senhor. Lembra da ilustração do Senhor da Vinha, que tinha dois filhos e pediu-lhes que fosse colher os frutos que já estavam maduros? Um deles disse eu vou, mas não foi... ele vivia de campanha. Só fazia algo se todos estivessem fazendo e facilmente esquecia suas promessas. Já o outro, mesmo não querendo fazer o trabalho, fê-lo, por responsabilidade, para que os frutos não caíssem e morressem. Jesus também uma vez distribuiu talentos. Uns usaram seu talento e produziram frutos e alguém, que vivia só de campanha, nada fez, e o senhor voltou... os responsáveis, que não viviam só de campanha, trouxeram seus talentos multiplicados e ouviram Jesus dizer com voz suave: “muito bem, servo bom e fiel. Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei”.      Se queremos ser abençoados, devemos servir ao Senhor, com nossas vidas, com nossas orações, com nossa integração nas coisas do reino, com nossos bens, especialmente com nossos dízimos. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, e fazei prova de mim, diz o Senhor, se Eu não vos abençoar e não derramar sobre vós bênçãos sem medida. Dar o dízimo  não era mandamento, era rotina. Era uma forma de adorar a Deus. Antes da lei Abraão já dava o dízimo. Era um sinal de fidelidade a Deus. Sirva a Deus com seus bens, com seu dízimo e suas ofertas. Faça disso uma rotina, não espere a campanha!  Um dia tudo terminará... E o Senhor te fará esta pergunta: o que tens ajuntado para quem será? Lembre-se, que temos uma obra muito grande para realizar para Deus através de nossa denominação. Estamos todos juntos nesta grande obra!!!

 

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