Nossa História

As Igrejas Batistas Independentes no Brasil têm sua origem no trabalho da Missão de Örebro, Suécia, com a chegada do missionário Erik Jansson em 1912. Era a resposta ao veemente apelo de colonos suecos residentes no município de Guarani das Missões, RS.

A história das Igrejas Batistas Independentes pode ser dividida em quatro fases

Pioneira

Desde a chegada de Erik Jansson e outros missionários suecos que desenvolveram seu trabalho na região de Guarani das Missões (RS) implantando igrejas e escolas;

Missões Nacionais e Além das Fronteiras

Com a organização da Convenção das Igrejas Batistas Independentes em 1952, frentes missionárias foram abertas em quase todos os estados da federação. Além disso, o trabalho se expandiu dos anos 80 para o Paraguai, Peru e Portugal

Evangelização Nacional

Além dos missionários suecos, Deus começou a vocacionar obreiros nacionais. Neste período, a maioria das cidades maiores do Rio Grande do Sul foram alcançadas

Reestruturação

A partir de 1988 foram organizadas as Convenções Regionais. Através delas, são atendidas as necessidades de cada região

O Nome Independente não se originou de uma divisão, mas da união de várias igrejas “independentes” e que desejavam manter-se autônomas quanto ao seu sistema administrativo, estabelecendo-se como vínculo dessa união, o manual princípios de nossa fé

Nossas Origens

A Missão de Örebro

Em 1845, nasceu na Suécia John Ongman , filho de gente humilde mas trazendo de berço o grande e nobre ideal de servir a causa de Deus no mundo.

Aos dezenove anos, teve uma gloriosa experiência de sa1vação, convertendo-se ao Senhor e sendo batizado num buraco aberto no gelo, no dia 4 de março de 1864, numa aldeia ao norte da Suécia.

Chamado por Deus para obra missionária, depois de ter servido como pastor em sua terra natal e entre os imigrantes suecos na América do Norte, o Rev. John Ongman fundou e organizou a Örebro Missionsforening com a finalidade de enviar missionários para evangelização de terras estrangeiras, ligando assim, o seu nome ao dos pioneiros das missões modernas.

A Missão de Örebro nasce com a finalidade de somar forças a favor da evangelização pátria e do trabalho transcultural. Várias igrejas locais, pertencentes à Convenção Batista Sueca, se unem neste esforço e dão apoio às iniciativas de Ongman. A cooperação entre estas igrejas se concretizava em várias áreas, como o ensino teológico, o trabalho com crianças e jovens, a evangelização e fundação de igrejas na Suécia e o envio de missionários para o exterior.

Três aspectos caracterizaram a Missão de Örebro, desde o princípio:

Forte ênfase em missões, sendo este o objetivo principal da coopera­ção entre as igrejas que integravam o quadro da missão.

Aceitação do movimento carismático/pentecostal com incentivo à experiência de “batismo no Espírito Santo”

A abertura para o ministério feminino. Desde as escolas bíblicas, iniciadas em 1892, e o Seminário Teológico, em 1908.

Enquanto Ongman viveu, havia uma forte liderança que mantinha o movimento dentro do seio da Conven­ção Batista Sueca. Ongman fez parte da diretoria da Convenção por muitos anos e era respeitado pela liderança denominacional, apesar de sua linha carismática.

Após sua morte, no en­tanto, não foi possível manter a socie­dade missionária dentro da Conven­ção e, em 1937, houve uma ruptura, dividindo a denominação em duas partes iguais. Metade das igrejas con­tinuaram com a Convenção Batista Sueca e a outra metade organizou definitivamente a Missão de Örebro como uma denominação própria.

Ao longo dos anos, e principalmente nas últimas décadas, tem havido uma reaproximação entre as duas denominações e vários projetos co­muns estão sendo realizados.

Campos Missionários

Como vimos, a primeira tentativa, já em 1894, não deu certo. Em 1908, o casal Sjõgren é enviado para a In­dia, onde inicia o primeiro trabalho da missão que existe ainda hoje.

Segue o envio de Erik Jansson para o Brasil em 1912, e de sua futura esposa Anna Malm e de outro missio­nário, Carl Svensson, em 1914. O próximo passo foi a República do Congo, na Africa, também no ano de 1914, e a República Centro Africa­na em 1923.

No ano de 1996, antes de fundir-se com duas outras missões, que mencio­naremos abaixo, a Missão de Örebro tinha 130 missionários em mais de 30 países, em todos os continentes do globo.

Situação Atual

Em 10 de janeiro de 1997, a Missão de Örebro fundiu-se com duas outras missões de origem batista e de linha pentecostal: a HF (Helgelsefórbundet – Aliança de Santi­ficação) e a FB (Fribaptisterna – Batis­ta Livre). As duas tinham surgido logo antes da Missão de Örebro, na segunda metade do século passado. A nova denominação, oriunda desta fu­são, chama-se intemacionalmente de lnterAct, sendo que o nome na Suécia é Nybygget – Kristen Samverkan (Nova Construção – Cooperação Cristã).

 

A InterAct agrega hoje 390 igrejas locais e soma em torno de 29.000 membros. Possui 180 missionários em mais de 40 países e coopera com orga­nizações nacionais e internacionais em todos os continentes.

Visão estratégica missionária

A ênfase em missões transculturais tem sido uma das características mais fortes da Missão de Örebro durante toda a sua existência, e é algo mantido também na nova estrutura. A visão missionária é incutida nas crianças desde a Escola Dominical e passa pe­los diferentes grupos das igrejas lo­cais. Toda a igreja tem o seu envolvi­mento em missões e, geralmente, o seu próprio missionário.

Por ocasião do Congresso Mundial de Evangelização em Lausanne, na Suíça, em 1974, houve grande partici­pação da missão antes, durante e após o evento. A declaração de Lausanne tornou-se o lema principal do trabalho nestes últimos 20 anos: “Toda a Igreja levando todo o Evangelho a todo Ho­mem em todo o Mundo”. A declara­ção inclui também princípios que norteiam a atividade missionária tanto evangelística como social.

Adequando-se à realidade de nossos dias

a InterAct tem trabalhado com a elaboração de uma estratégia missionária, que pode ser resumida nas seguintes palavras

Visão Holística

A atuação a favor de um evangelho integral onde todas as necessidades do ser humano são vistas, tanto na área espiritual como social, material, física, etc.

Mudança de Foco

Uma mudança de investimentos missionários, tanto de recursos financeiros como de obreiros, diminuindo a participação em campos onde já existe uma forte igreja nacional, e aumentando o envio para as áreas menos evangelizadas, como a Janela 10-40, onde há muitos povos não alcançados

Globalização

Acompanhando as tendências mundiais de aproximação entre os países e as culturas, trabalhando com boa tecnologia, onde é possível, e dando espaço para uma flexibilidade em termos de categoria de missionários. Isto inclui, por exem­plo, uma participação mais ativa dos chamados “fazedores de tenda”, pro­fissionais que vão para um país fecha­do ao evangelho ou carente de mais obreiros

Cooperação

Num reconhecimento da diversidade do corpo de Cristo e na necessária busca de parce­ria para alcançar o mundo com o evangelho

Parte deste artigo foi extraído da Revista da Escola Dominical (Pr.Bertil Ekström) do terceiro trimestre de 1998 – fonte: http://www.iebivars.hpg.ig.com.br