Reflexões sobre plantação de igrejas
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- Categoria: Sec. Missões
Estamos em tempos de finalização do Projeto CIBI 2010 e creio que devemos aproveitar para refletir um pouco sobre a maneira que fazemos missões e plantamos igrejas. Quando pensamos em um projeto de plantação de igrejas devemos avaliar que tipo de igreja queremos plantar e qual o impacto desta, na comunidade.
O caráter de Deus, sua soberania, seu amor, sua justiça e sua misericórdia, devem fazer parte de nossa prática. Isto só trará resultados se a Igreja
entender que, como parte de nossa prática, somos agentes da missão que é de Deus e colocarmos esta missão em nossa vida e essência. A missão é dele, por Ele e para Ele, mas Ele nos faz seus cooperadores na implementação e aplicação da missão que é de dele. Quando uma igreja assume como sua missão levar o caráter de Deus, ela irá denunciar o pecado em todas as formas. “Isto nos leva a ver a evangelização, que leva a igreja a olhar para fora, em suma, uma visão integral do evangelho em todas as suas facetas, a multiforme sabedoria de Deus, que se manifesta através da Igreja. A justiça, amor e misericórdia de Deus virão de maneira que não afetarão apenas aqueles que se tornarem cristãos ou membros de sua comunidade. Dentro da missão da Igreja, a denúncia como voz profética é um sinal da chegada do Reino de Deus com suaética, justiça e atitude.
Entretanto, ninguém ou nenhuma igreja conseguirá isto sozinha; a parceria, a busca da unidade de todos aqueles que querem ou desejam fazer o bem, deve ser perseguida. O exemplo a ser perseguido está na oração sacerdotal em João 17, cuja unidade trinitária é o modelo para nós. Com isso entendemos que precisamos pensar além da alma, na saúde, no alimento, no emprego, enfim, na condição social de cada ser humano. Para que a Igreja consiga atender a essas necessidades inerentes ao homem, ela precisa sair das quatro paredes, isto é, começar um movimento de dentro para fora. O pecado deformou todo o ser humano, com isso precisamos que a Igreja reverta esse processo. Precisamos criar condições para que todos tenham direito à saúde, ao emprego, à escola, à moradia, dando uma condição digna para si e os seus, além de sua comunidade.
Sem missão não pode haver ação pastoral porquanto esta existe em virtude e função da missão. Plantar igrejas que sejam representantes efetivas do Reino é a missão que Deus nos confiou. Não devemos pensar em colocar salões de cultos ou mesmo construir igrejas que não façam diferença onde estiverem.
Algumas a-ções práticas que devem acompanhar a proclamação do Evangelho, fortalecendo e tornando viva a nossa mensagem:
- Interesse comunitário;
- Caminhada de oração, mostrando à igreja a realidade que a cerca;
- Ações de pequenos grupos;
- Meios de comunicação, com a utilização de toda forma de mídia a favor do Reino;
- Ações que levem a geração de renda, tais como microfinanciamento, capacitação, treinamento;
- Mutirões da cidadania;
- Assistência na saúde;
- Escola de música;
- Doação de sangue, mobilização da comunidade para suprir os hospitais e postos de saúde que servem a comunidade, dando a igreja exemplo disto;
- Envolvimento na vida da comunidade, não tendo ações apenas externas, pois quando nos envolvemos nestas áreas, estamos demonstrando o papel redentor, mostrando o caráter de Deus na reversão do pecado, que tem destruído a sociedade.
Precisamos quebrar a dicotomia que trazemos em nossa cultura evangélica, em que agimos no “espiritual”, nos esquecendo o quanto as questões “carnais” influenciam as pessoas como um todo. Plantar igrejas que sejam relevantes leva o evangelho integral a todas as pessoas. Precisamos fugir da tentação mercadológica de vivermos de eventos motivacionais e plantar igrejas que sejam concorrentes no mercado de fé. Usar instrumentos e estratégias faz parte do processo, mas não podemos cair na “onda gospel” que varre o Brasil, plantando igrejas que não buscam o perdido e sim atrair crentes errantes de outros rebanhos.
Quando pensamos em missões transculturais, nossos olhos devem ter em conta que, ao levarmos o Reino de Deus, estamos cumprindo a missão de Deus, que é o resgate do ser humano, a redenção da criação. Várias das ações anteriores podem ser aplicadas, desde que seja levada em conta a contextualização, o conhecimento daquela cultura para que ela receba a Palavra de Deus e seja conhecido por eles o caráter de Deus, e não apenas valores culturais da igreja enviadora. O resgate do evangelho de uma forma integral, holístico, deve ser uma prioridade na Igreja. As igrejas ou agências enviadoras devem avaliar, conhecer, preparar aqueles que serão enviados, para que não se repitam os erros cometidos no decorrer na história.
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Secretaria de Missões
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Pr. Elton Melo
Presidente da Edtora Batista Independente e webmaster da CIBI Foi missionário em Pato Branco, PR e atualmente é missionáro da CIBI em Vitória, ES |
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Pr. Ramath Linhares Pastor da Igreja Batista Batista Pedra Viva em Paulínia, SP Primeiro vice_presdente da CIBIESP |
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Pr. Valdemi de Lima |
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Pr. Marcos Elias
Pastor da Igreja Evangélica Betel de Porto Alegre. |
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Pr. Paulo Felipe
Foi Missionário da CIBI em Lima, no Peru, Atualmente é pastor da IBI Jd. São Paulo, em Sorocaba-SP e presidente do STBI de Campinas |
Ilza de Jesus Barbosa
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Caixa Postal 7001 CEP 13076-970 Campinas - SP
Conta Corrente Ofertas de Missões: Banco Bradesco Agência: 046-9
Conta Corrente 449.978-6
A Secretaria de Missões é um órgão da CIBI criado em 1980 com a finalidade de cumprir os propósitos denomina-cionais de expandir o evangelho de Cristo por todo o Brasil e além das fronteiras nacionais, através do envio de homens e mulheres vocacionados, para pregarem o evangelho através da plantação de igrejas, criação de programas sociais de acordo com as necessidades de cada região ou país, bem como investir na formação de lideranças autóctones, por meio de cursos, seminários ou escolas de educação teológica.
A CIBI mantém através da Secretaria de Missões 12 missionários no exterior: Portugal (2); Peru (3); Japão (2); Espanha (2); Índia (1); Israel (2); Norte da África (1), sendo quatro projetos na chamada Janela 10 x 40, além de manter parceria com o Paraguai para projetos comuns. No Brasil a CIBI mantém apoio a 49 missionários, sendo que seis desses projetos são desenvolvidos entre indígenas.
Para a consecução de suas finalidades, a Secretaria de Missões obtém recursos financeiros através dos programas de adoção missionária; através de parcerias com as igrejas associadas ou outras organizações nacionais ou internacionais; através do PLANT (Plano de Adoção) que é um sistema de adoção particular e por igrejas; além das campanhas especiais realizadas a cada semestre nas igrejas (maio e setembro), onde todos os departamentos da igreja participam de forma ativa e criativa na captação de recursos para a obra missionária.


Pr. Herbert Rocha Gomes Nogueira 




