Evangelização através da internet?

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Não é mistério que o cristianismo muitas vezes esteve na vanguarda da ciência (Galileu, Kepler, Pascal e Newton, apenas para citar os mais famosos, cujas obras remontam às raízes da ciência moderna) e das tecnologias de comunicação (o primeiro livro impresso com tipos móveis no ocidente foi um exemplar da Bíblia). Conforme cresce o acesso à internet no Brasil, nada mais natural comentarmos sobre o uso desta ferramenta.
Este artigo não tratará de como evangelizar por meio da internet, mas sua viabilidade como instrumento de evangelização. A fim de refletirmos a questão, comecemos com o mandamento de Jesus conhecido como A Grande Comissão e o significado da palavra evangelização.
 
Consideremos a ordem do Senhor em Marcos 16.15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Certamente todo discípulo de Cristo concordará, de um modo ou de outro, com a validade dessa injunção, pelo menos no que se refere à primeira e última parte do versículo que, tendo em vista a rede mundial de computadores literalmente ao alcance dos dedos, nunca pareceu tão fácil cumprir. O que significa, porém, a parte central do versículo: “Pregai o evangelho”?
 
A pergunta pode parecer estranha, afinal, é justamente isso que os cristãos vêm fazendo há séculos. Apesar de possuirmos uma noção intuitiva, não é tão simples articular uma definição abrangente e incontestável. Clique aqui para ler algumas definições protestantes sobre evangelização que a Editora Ultimato publicou em seu site.
 
Não obstante à ausência de um consenso, podemos observar três abordagens complementares à evangelização.
 
Noticiar. O evangelho é concebido como um conjunto de informações a serem transmitidas. A ênfase está em divulgar a mensagem, recorrendo a todos os meios de comunicação disponíveis.
 
Dialogar. Não basta transmitir informação, é preciso interagir. A ênfase está em travar conversação a fim de entregar a mensagem dentro de um contexto.
 
Discipular. O evangelho é comunicado por meio da vivência. A ênfase está em estabelecer vínculos de amizade e permitir que a mensagem transpareça mediante o testemunho pessoal, se envolvendo com os questionamentos e participando da vida e dificuldades das pessoas.
 
Observe a progressão, onde cada ênfase se soma à seguinte. Não seria este o sentido proposto por Jesus em Mateus 28.19-20? “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”.
 
A associação dos mandamentos em Marcos e Mateus torna evidente que pregar o evangelho está relacionado a fazer discípulos. Enquanto a primeira ordem insinua “comunicação, divulgação”, a segunda destaca “relacionamento, diálogo, envolvimento”.
 
O enunciado em Mateus, portanto, parece oferecer uma definição mais ampla e detalhada que Marcos. Existe a possibilidade de proclamar o evangelho sem fazer discípulos, porém o inverso é impossível. Portanto, a fim de participarmos da Grande Comissão nos moldes estabelecidos por Cristo, não podemos somente distribuir informação bíblica.
 
Conforme percebemos na vida de Jesus e seus apóstolos, o anúncio das boas novas estava intimamente ligado ao caráter do mensageiro. Havia mais em jogo que apenas informar: as pessoas observavam a firmeza do olhar, a postura corporal, o amor e a humildade representados nos gestos e nas palavras, a autoridade espiritual que emanava de um viver piedoso, enfim, todo um contexto de envolvimento presencial que a ciência está apenas começando a explorar por meio de estudos de linguagem corporal.
 
Essas considerações demonstram a ligação entre o que se entende por evangelizar e a escolha das ferramentas para cumprir esse objetivo. Se entendermos pregar o evangelho como transmitir um conjunto de informações bíblicas, qualquer instrumento midiático ao nosso alcance servirá a esse propósito. Em contrapartida, se nosso entendimento estiver vinculado a fazer discípulos, é mais provável que as tecnologias de comunicação servirão apenas como complemento no processo de evangelização.
 
A partir dessa visão mais abrangente de vivência e envolvimento com a mensagem da salvação, a força ou a eficiência da internet está em permitir amplo suporte à manutenção de relacionamentos existentes, além da facilidade para nos colocar em contato com aqueles a quem buscamos iniciar uma relação de amizade. Nesse sentido, a internet constitui, acima de tudo, excelente meio de divulgação e ensino dentro de comunidades previamente estabelecidas, reforçando bastante a qualidade desses relacionamentos.
 
Jesus poderia ter enviado cartas para o mundo inteiro, porém em sua sabedoria insondável decidiu que a mensagem das boas novas deveria ser comunicada presencialmente por seus seguidores. Sem ignorar ou desprezar o valor da interação à distância, precisamos lembrar que o “ide” não perdeu seu caráter literal.
 
Os desafios e oportunidades que a tecnologia nos oferece devem ser ponderados a partir do ponto de vista do relacionamento pessoal. Afinal, é para isso que fomos criados e é exatamente desse modo que o Criador se relaciona conosco. Considerando que o próprio Deus desceu para falar pessoalmente conosco, qual a melhor forma, portanto, de repassar essa mensagem?

Fonte: Reprodução Autorizada pelo site www.institutojetro.com

 

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A Secretaria de Missões é um órgão da CIBI criado em 1980 com a finalidade de cumprir os propósitos  denomina-cionais de expandir o evangelho de Cristo por todo o Brasil e além das fronteiras nacionais, através do envio de homens e mulheres vocacionados, para pregarem o evangelho através da plantação de igrejas, criação de programas sociais de acordo com as necessidades de cada região ou país, bem como investir na formação de lideranças autóctones, por meio de cursos, seminários ou escolas de educação teológica.

 

A CIBI mantém através da Secretaria de Missões 12 missionários no exterior: Portugal (2); Peru (3); Japão (2); Espanha (2); Índia (1); Israel (2); Norte da África (1), sendo quatro projetos na chamada Janela 10 x 40, além de manter parceria com o Paraguai para projetos comuns. No Brasil a CIBI mantém apoio a 49 missionários, sendo que seis desses projetos são desenvolvidos entre indígenas.

Para a consecução de suas finalidades, a Secretaria de Missões obtém recursos financeiros através dos programas de adoção missionária; através de parcerias com as igrejas associadas ou outras organizações nacionais ou internacionais; através do PLANT (Plano de Adoção) que é um sistema de adoção particular e por igrejas; além das campanhas especiais realizadas a cada semestre nas igrejas (maio e setembro), onde todos os departamentos da igreja participam de forma ativa e criativa na captação de recursos para a obra missionária.

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